25 de junho de 2026 | Email: [email protected] | Telefone: (69)992845099 | Local: Rondônia



Logo Lamar
Prefeitura de Ji-Paraná

25 de junho de 2026 | Email: [email protected] | Telefone: (69)992845099 | Local: Rondônia

PL da deputada Cláudia de Jesus reserva vagas de trabalho para vítimas de violência doméstica

Para romper com o ciclo de dependência financeira que perpetua a violência doméstica, a deputada estadual Cláudia de Jesus (PT) propôs um projeto que assegura 5% das vagas de contratos públicos para mulheres em situação de vulnerabilidade.

O Projeto de Lei Ordinária (PLO) nº 862/2025, apresentado pela parlamentar na Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero), estabelece que empresas contratadas pela administração pública estadual – incluindo autarquias e fundações – para prestação de serviços contínuos com dedicação exclusiva de mão de obra devem reservar, no mínimo, 5% das vagas para mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.

- Advertisement -

A medida busca promover a inclusão produtiva dessas mulheres, possibilitando a reconstrução de suas vidas com dignidade e autonomia financeira. “A violência doméstica fere a dignidade e isola a mulher. Oferecer oportunidade de trabalho é oferecer um novo começo. É permitir que essas mulheres retomem o controle de suas vidas”, afirmou a deputada Cláudia de Jesus.

Como deve funcionar

O projeto prevê que a comprovação da condição de vulnerabilidade pode ser feita por meio de boletim de ocorrência, medida protetiva expedida pela Justiça, declaração de serviços públicos de atendimento à mulher ou de unidades da rede de proteção social, como o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), ou ainda de organizações da sociedade civil que atuam na área.

A reserva de vagas deverá estar prevista nos editais de licitação, termos de referência e nos próprios contratos firmados com o Estado. A exigência aplica-se a contratos com 25 ou mais colaboradores e deve ser mantida durante toda a vigência contratual. Caso a cota de 5% não seja totalmente preenchida, as vagas poderão ser destinadas a outras mulheres em situação de vulnerabilidade social.

Além de estabelecer a obrigação da cota, o projeto determina que os dados das trabalhadoras sejam protegidos e que haja articulação com a rede estadual de proteção à mulher, bem como mecanismos de fiscalização do cumprimento da medida pelas empresas.

Inspirada em legislações já implementadas nos estados do Piauí e Pará, e respaldada por normativas federais e a nova Lei de Licitações, a proposta também encontra fundamento na Constituição Federal e na Lei Maria da Penha. O projeto segue em tramitação na Alero.

Cristiane Abreu – Jornalista – Assessoria parlamentar.

Mais notícias sobre cidades de Rondônia






Marcha para Jesus e show de Fernandinho reúnem cerca de 9 mil pessoas no Beira Rio Cultural

A fé, a união e o louvor marcaram a noite de segunda-feira (22) em Ji-Paraná durante a realização da Marcha para Jesus e...

Com recurso destinado pelo deputado Cássio Gois, bairro Planalto conquista implantação de sistema de água após mais de 10 anos de espera

Moradores do bairro Planalto vivem um momento histórico com a assinatura da ordem de serviço para implantação do sistema de abastecimento de água na...

Decisão judicial mantém direito de greve e determina funcionamento mínimo das atividades

O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil do Estado de Rondônia (STICCERO) informa à categoria e à sociedade que o Tribunal Regional...
Pular para a barra de ferramentas