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Professor do IFRO é selecionado para participar de programa internacional

O professor Sérgio Nunes de Jesus, do campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), de Cacoal, foi um dos 50 docentes brasileiros selecionados, entre quase mil inscritos, para participar do Programa de Intercâmbios Sul-Sul – Edição Peru. A iniciativa faz parte do projeto Caminhos Africanos, desenvolvido pelo Ministério da Igualdade Racial (MIR), em parceria com a Universidad Nacional Mayor de San Marcos (UNMSM), de Lima, no Peru, com o apoio da CAPES. O programa busca a formação voltada ao combate ao racismo e a promoção da igualdade racial. É direcionado a professores da educação básica de instituições públicas brasileiras, que se autodeclaram pretos, pardos ou quilombolas.

O intercâmbio ocorrerá entre os dias 24 de agosto e 7 de setembro. A programação inclui ações formativas, além de visitas guiadas a escolas, museus e espaços históricos. O programa tem como objetivos centrais, promover o combate ao racismo, estimular a produção de pesquisas e o desenvolvimento de políticas públicas inclusivas, além de fortalecer a formação inicial e continuada de professores, com foco na Educação das Relações Étnico-Raciais, conforme preconizam as Diretrizes Curriculares Nacionais e a legislação educacional vigente.

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De acordo com Sérgio Nunes, a seleção representa uma oportunidade singular de crescimento e impacto institucional. Segundo ele, trata-se de uma oportunidade única de desenvolvimento profissional, permitindo aprimorar habilidades e conhecimentos em um contexto internacional, além de promover um valioso intercâmbio cultural, entre Brasil e Peru. “A participação também fortalece o compromisso do IFRO, com as políticas de ações afirmativas e a promoção da igualdade racial”, disse o professor.

Segundo Sérgio Nunes, a participação no intercâmbio também é uma oportunidade de contribuir diretamente para o fortalecimento de políticas públicas voltadas à superação do racismo. “É uma chance de desenvolver práticas pedagógicas mais inclusivas, além de ampliar nossa rede de contatos e de cooperações internacionais, com impacto direto na formação continuada e na vivência da diversidade nos campi do IFRO”, disse. Na opinião do professor, um dos principais ganhos está na possibilidade de compartilhar as experiências adquiridas, com a comunidade acadêmica e escolar.

Texto: Eli Batista
Jornalista

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