Os ônibus que prestam serviço de transporte de alunos para a Prefeitura de Ji-Paraná começaram a ser vistoriados por agentes da Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMT), Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Ministério Público de Rondônia (MPRO) e Secretaria Municipal de Educação (Semed).
De acordo com o presidente da AMT, Oribe Júnior, a vistoria obrigatória teve início na semana passada e, até ontem (30), passaram pela fiscalização 50 dos 56 veículos que formam a frota escolar. “Faltam apenas seis para concluirmos o nosso trabalho de inspecionar os ônibus que realizam o transporte de alunos da rede municipal de ensino”, frisou.
“Tudo é verificado pelos agentes da AMT, MPRO, Detran e Semed. Mesmo os ônibus sendo seminovos, a orientação do prefeito Affonso Cândido [PL] é ter rigor na vistoria para não colocar em risco os estudantes que dependem do transporte escolar, na cidade ou na área rural”, explicou Oribe Júnior.
São verificados a documentação do veículo, a procedência (histórico de roubo/furto/sinistro), a autenticidade das gravações (chassi, motor, vidros), condição de segurança e o funcionamento de itens obrigatórios como freios, pneus, luzes, cintos, suspensão, buzina, retrovisores e equipamentos de emergência (triângulo, macaco, estepe).
Segundo o presidente da AMT, a inspeção é obrigatória e realizada duas vezes (semestralmente) durante o ano. “Elas ocorrem geralmente antes do início de cada período letivo [início do ano e meio do ano], e não podem deixar de ser feitas de jeito nenhum, temos a obrigação de verificar cada item, e reprovar, caso seja preciso, algum veículo”, admitiu. Dos 50 ônibus vistoriados, nenhum foi reprovado.
O secretário municipal de Educação, Robson Casula, afirmou que até a próxima semana, a pasta estará pronta para o início das aulas, em 9 de fevereiro. Ele lembrou que, ano passado, o começo do ano letivo nas escolas rurais teve atraso, justamente, por causa dos ônibus escolares.
“Era impossível permanecer com os veículos que estavam sendo utilizados pela administração passada. Em 2025, contratamos outra empresa [após novo processo licitatório] que garantisse toda a segurança para os motoristas, cuidadores, país de alunos e os próprios estudantes”, assegurou Robson Casula.
Texto: Jairo Ardull
Foto: Bruno Perazzoli






















