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FIM DO VÍCIO: Vacina contra dependência de crack e cocaína segue para testes finais em pessoas

Um dos problemas que afeta a desestruturação de famílias e causa problemas sociais com a formação de cracolândias e aumento da população de rua, pode ser contido a partir de imunização de saúde. O Brasil deve iniciar em breve os testes em humanos da vacina contra a dependência de crack e cocaína. O anúncio foi feito pelo ministro da Educação, Camilo Santana, neste mês, durante evento realizado nesta semana no Espírito Santo. Segundo ele, restam apenas ajustes documentais para que os ensaios clínicos tenham início.
 
De acordo com o ministro, a etapa atual envolve a consolidação da documentação necessária para autorizar os testes em voluntários. Essa fase é essencial para garantir que os protocolos estejam alinhados às exigências regulatórias e aos padrões de segurança clínica. A vacina é vista pelo governo Lula como mais uma forma de solucionar o problema social e de saúde causados pelos vícios. 

 
Para saber mais sobre o assunto, o Rondoniaovivo pesquisou e encontrou que uma vacina, batizada de Calixcoca, foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e obteve ótimos resultados em ensaios de laboratórios. A proposta do imunizante é estimular o organismo a produzir anticorpos capazes de se ligar à molécula da droga na corrente sanguínea, impedindo que ela alcance o cérebro e produza os efeitos psicoativos associados à dependência.
 
 
Como agem as vacinas
 
Pelo que foi divulgado em artigos e dados, as vacinas contra dependência química não atuam diretamente no comportamento do usuário, mas reduzem os efeitos da substância, o que pode auxiliar no processo terapêutico e na diminuição de recaídas. O tratamento, porém, não substitui acompanhamento psicológico e social, considerados fundamentais na recuperação.
 
Se confirmada a autorização para os ensaios clínicos, o Brasil poderá se tornar um dos pioneiros no desenvolvimento de uma vacina voltada ao combate da dependência de cocaína e crack — um problema de saúde pública que afeta milhares de famílias no país.

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Realidade preocupante
 
Cerca de 11,4 milhões de brasileiros já usaram cocaína ou crack, segundo estudos da Fundação Oswaldo Cruz e da Universidade Federal de São Paulo. Aproximadamente 1,2 milhão de pessoas com 14 anos ou mais são dependentes. Estima-se ainda 370 mil usuários de crack nas capitais. Entre 2012 e 2023, o consumo de drogas ilícitas cresceu 80% no país, com maconha e cocaína liderando.

Rondoniaovivo.com

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