30 de setembro de 2026 | Email: [email protected] | Telefone: (69)992845099 | Local: Rondônia



Logo Lamar

30 de setembro de 2026 | Email: [email protected] | Telefone: (69)992845099 | Local: Rondônia

Luciana encerra programa eleitoral no rio Madeira, agradece 45 dias de campanha e faz apelo pelo segundo voto

A candidata ao Senado Federal Luciana Oliveira (PT) encerra nesta quarta-feira (30) sua participação no programa eleitoral com uma mensagem de agradecimento gravada em um cenário que escolheu para representar a própria identidade: o rio Madeira, em Porto Velho. Depois de 45 dias de campanha, ela chega aos últimos momentos antes da eleição com um discurso voltado à trajetória percorrida, aos apoios recebidos e à tentativa de conquistar eleitores que ainda não definiram seus dois votos para o Senado.

“Do meu quintal, o rio Madeira, encerro minha campanha eleitoral por uma vaga de mulher rondoniense no Senado. É hora de agradecer a todas e todos que me deram a mão nesta caminhada”, afirma Luciana no último programa.

- Advertisement -

A candidata reconhece o peso da disputa e resume a experiência com uma sequência de perguntas e respostas.

“Foi difícil? Foi! Valeu a pena? Tenho certeza que vai valer a pena. Algo extraordinário espera por mim e pelo meu povo. E só quem se arrisca merece viver o extraordinário”, diz.

Luciana considera que uma vitória teria dimensão ainda maior pelo tempo reduzido de campanha e pelo perfil dos concorrentes que encontrou na disputa. “Isso só prova o tamanho da minha coragem. Fiz uma campanha belíssima, verdadeira e ousada”, afirmou ao avaliar os 45 dias em que percorreu o estado e disputou espaço com candidaturas que, segundo ela, possuem maior poder político e econômico.

Nesta eleição, Rondônia escolhe dois senadores. Cada eleitor pode votar em dois candidatos diferentes, e os dois mais votados no estado conquistam as vagas.

É por isso que, na reta final, Luciana também passou a tratar diretamente da importância do segundo voto. A candidata pede que seus apoiadores não utilizem esse voto em concorrentes que disputam diretamente a mesma vaga e tenta alcançar também quem já definiu outro nome como primeira opção.

“Quero pedir aos meus eleitores e eleitoras que não votem em quem concorre diretamente comigo, porque isso pode tirar minha vaga. Quero pedir também o segundo voto de quem tem outro candidato ou candidata como primeiro voto”, declarou.

Ao fazer o balanço, Luciana também ressalta uma escolha que diz ter mantido durante toda a disputa: separar o confronto político da vida pessoal dos adversários.

“Não fiz ataques à vida pessoal de ninguém, mas alertei sobre votações ruins pra Rondônia e para o povo, de parlamentares que agora disputam o Senado”, afirmou.

45 dias de estrada, debates e uma campanha “verdadeira e ousada”

A reta final encerra uma campanha que começou com a apresentação de Luciana como uma das apostas do PT para ampliar a presença feminina no Senado e rapidamente passou das agendas partidárias para entrevistas, programas eleitorais, debates e viagens pelo interior.

Logo nas primeiras semanas, a candidata levou para o centro da campanha uma frase que passou a resumir sua postura: “não vou me vender e não vou me render”. Em entrevista, relatou ameaça de morte recebida antes do período eleitoral e falou sobre a atuação que pretendia desenvolver no Senado, relacionando sua candidatura à experiência acumulada no jornalismo e em movimentos populares.

A trajetória profissional apareceu repetidamente nos programas e entrevistas. Luciana recuperou momentos em que, ainda sem mandato, participou de mobilizações relacionadas aos trabalhadores, às mulheres, à defesa de serviços públicos, a povos indígenas e quilombolas e a outras causas sociais. A candidatura passou a apresentar esse histórico como ponto de ligação entre a jornalista que acompanhava os conflitos e a mulher que decidiu disputar uma cadeira no Congresso.

Nas sabatinas e entrevistas, ela levou para o debate temas que iam da agricultura ao comércio exterior. A experiência de três meses na China entrou na campanha como argumento para defender novas relações comerciais, tecnologia, industrialização e integração de Rondônia com rotas internacionais. Saúde, educação, segurança, proteção às mulheres, agricultura familiar, agronegócio e infraestrutura também apareceram de forma recorrente.

No fim de agosto, Luciana foi a Belo Horizonte participar de um ato nacional ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da primeira-dama Janja e de outras candidatas. O encontro teve como eixos a presença feminina na política, o enfrentamento à violência contra as mulheres e a redução da jornada de trabalho.

De volta a Rondônia, a campanha ganhou estrada.

Em Cacoal, ao lado do primeiro suplente Toninho Mazioli, Luciana percorreu e apresentou investimentos federais em saúde, educação, infraestrutura e políticas sociais. Em Ji-Paraná, com o segundo suplente Dr. Paulo Nunes, a campanha levantou quase R$ 1 bilhão em investimentos diretos relacionados ao Novo PAC, passando por habitação, maternidade, UBS, saneamento, aeroporto, BR-364 e educação.

Em Machadinho do Oeste, o foco foi a agricultura familiar. Luciana se reuniu com trabalhadores e trabalhadoras rurais, defendeu crédito para quem produz alimentos e voltou a tratar da necessidade de uma representação federal que conheça a realidade do campo.

A campanha também transformou a BR-364 em um dos principais exemplos de como Luciana entende o papel da bancada federal. Ela criticou os valores cobrados nos pedágios, acusou parlamentares de terem reagido tarde ao processo de concessão e sustentou que deputados e senadores precisam acompanhar decisões dessa dimensão antes de o problema chegar ao bolso da população.

O mesmo tom apareceu na discussão sobre a escala 6×1. Luciana criticou o voto do senador Jaime Bagattoli contra a proposta na Comissão de Constituição e Justiça e utilizou o episódio para reforçar uma das marcas da campanha: a defesa de que os trabalhadores precisam saber como seus representantes se posicionam quando direitos concretos entram em votação.

Nos debates, a candidata também escolheu o confronto político direto. Na TV Norte, afiliada do SBT, protagonizou um dos embates com Bruno Scheid ao discutir saúde, pandemia e os governos Lula e Bolsonaro. Na mesma participação, defendeu a regionalização da saúde para reduzir a necessidade de pacientes do interior viajarem até Porto Velho em busca de atendimento.

A viagem pelo interior avançou para Nova Mamoré, onde Luciana cumpriu uma sequência de reuniões com produtores rurais, comunidades e representantes indígenas. A agenda combinou escuta das demandas locais com visitas a obras e serviços relacionados ao governo federal, incluindo habitação, saúde e a integração proporcionada pela Ponte Binacional.

Em Guajará-Mirim, a candidata resumiu a passagem com uma frase: “Guajará-Mirim virou um grande canteiro de obras do governo Lula”. Durante a visita, percorreu iniciativas ligadas ao Minha Casa, Minha Vida, Centro de Parto Normal, porto IP4, UBS-Escola, educação, patrimônio histórico e à Ponte Internacional sobre o rio Mamoré. Também esteve em territórios indígenas e defendeu que desenvolvimento e integração internacional caminhem junto com escuta das comunidades locais.

A campanha, porém, também teve episódios de tensão. Luciana divulgou vídeo denunciando abordagens que classificou como intimidatórias durante viagens pelo interior e relacionou os episódios à identificação política de seu veículo e de sua equipe. Disse que passou a viajar acompanhada de segurança e pediu atuação institucional contra a violência política.

Dias depois, relatou ter encontrado uma resposta diferente nas estradas: manifestações espontâneas de solidariedade. A agenda passou por municípios da região central e do eixo da BR-429, com reuniões junto a sindicatos, associações, cooperativas e comunidades quilombolas.

As mulheres permaneceram como um dos fios condutores da candidatura. No ato Mulheres pela Vida, Luciana e Acir Gurgacz receberam uma carta de coletivos femininos e assumiram compromissos relacionados à proteção, inclusão e ampliação das políticas destinadas às mulheres.

Na sequência, a caminhada Mulheres com Lula ocupou a Zona Leste de Porto Velho, reuniu candidaturas e movimentos sociais e marcou em Rondônia o lançamento da 8ª Marcha das Margaridas. Luciana voltou a defender políticas de enfrentamento ao feminicídio, autonomia econômica, igualdade salarial, saúde e estruturas de acolhimento às mulheres.

A saúde também ganhou espaço na reta final. Luciana comemorou o início dos atendimentos ligados ao futuro Hospital Universitário de Porto Velho e utilizou o tema para reforçar a participação do governo federal nas políticas de atendimento especializado e nos investimentos destinados à capital.

Nos últimos dias, a campanha voltou a se concentrar em Porto Velho. Caminhadas, carreatas, reuniões em bairros da Zona Leste e encontros em áreas periféricas passaram a dividir espaço com a mobilização digital. Segundo números apresentados pela própria campanha, os conteúdos de Luciana alcançaram 23 milhões de visualizações durante o período eleitoral. Foi nesse momento que a candidata passou a dizer que confiava no que chamou de “DataPovo”: a resposta recebida diretamente nas ruas, nas redes e nos vídeos espontâneos de apoio.

Agora, o percurso termina onde começou boa parte da história pessoal que Luciana procurou levar para a campanha: Porto Velho e o rio Madeira.

No último programa, não há novo confronto ou longa lista de propostas. A mensagem é de agradecimento e de tentativa de transformar os 45 dias de campanha em uma síntese pessoal.

“Vote nesta mulher filha de Porto Velho, Rondônia. Coloque meu número 133 na urna sem medo de ser feliz”, afirma Luciana na gravação.

O primeiro turno será realizado neste domingo, 4 de outubro. Lula concorre à reeleição à Presidência pelo número 13; Expedito Netto disputa o Governo de Rondônia pelo número 13; e Luciana Oliveira concorre ao Senado pelo número 133.

Mais notícias sobre cidades de Rondônia






Ação busca reduzir os danos provocados pelas chuvas e melhorar a mobilidade urbana nos principais corredores de acesso aos bairros

A Prefeitura de Ji-Paraná, por meio da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp), intensificou nesta segunda-feira (28) os serviços de recuperação...

Prefeitura intensifica força-tarefa de manutenção da iluminação pública em Ji-Paraná

Dando continuidade aos mutirões de regularização dos serviços essenciais, a Prefeitura de Ji-Paraná, por meio da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp),...

Motorista fica ferido após carro capotar na zona rural

Uma ocorrência de acidente de trânsito foi registrada na zona rural de Alto Alegre dos Parecis, na Linha P34, km 02, após um veículo...