A morte de Fernando dos Reis Souza, de 24 anos, transformou oficialmente em homicídio consumado um atentado que chocou Ji-Paraná e mobilizou as forças de segurança do município. O jovem faleceu no último sábado (13), após permanecer mais de 40 dias internado em estado grave desde que foi baleado durante um ataque ocorrido no dia 30 de abril, na rua Rita Carneiro Rios, no bairro Novo Ji-Paraná.
Com a confirmação da morte, vídeos que circulam nas redes sociais passaram a ganhar ainda mais repercussão. As imagens, que teriam sido registradas pelos próprios criminosos, mostram toda a ação que culminou no assassinato do jovem.
Nas gravações, um veículo Peugeot de cor escura aparece transitando pela via onde Fernando estava parado sobre uma motocicleta. Segundo informações apuradas, ele aguardava em um local onde entregaria um currículo. O carro passa pelo local, retorna e, ao se aproximar da vítima, é possível ouvir uma voz vinda do interior do veículo dizendo: “para, para, para”. Segundos depois, diversos disparos são efetuados em direção ao jovem.
Fernando cai gravemente ferido e os criminosos fogem logo após o ataque. Ele foi socorrido com vida e encaminhado ao hospital, onde permaneceu internado por mais de um mês até não resistir aos ferimentos.
A sequência de violência não parou por aí. Um dia após o atentado contra Fernando, outro crime de grande repercussão foi registrado no mesmo bairro onde um menor de 17 anos foi executado. Um entregador por aplicativo foi perseguido e executado a tiros, aumentando a preocupação da população diante da onda de violência que atingia a cidade naquele período.
As investigações ficaram sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Polícia Civil de Ji-Paraná, coordenada pelo delegado Flaviano José. A resposta das forças de segurança ocorreu de forma rápida. Apenas três dias após os crimes, uma operação conjunta envolvendo Polícia Civil, Polícia Militar e setores de inteligência foi realizada no bairro Jorge Teixeira, no Segundo Distrito.
Durante a ação, três suspeitos foram presos. Conforme as investigações, eles seriam integrantes da facção criminosa PCC e teriam sido enviados para Ji-Paraná com a missão de executar uma série de homicídios contra membros da facção rival, o Comando Vermelho.
A polícia informou que apenas um dos investigados continua foragido. Trata-se de Lucas Rezende, apontado como o motorista do veículo utilizado na ação criminosa.
O caso evidencia o trabalho integrado das forças de segurança, do Poder Judiciário e dos órgãos de investigação, que conseguiram interromper uma sequência de crimes e impedir que novos assassinatos fossem praticados.
Mesmo diante da morte de Fernando, as autoridades destacam que a atuação rápida das instituições contribuiu para conter a escalada da violência.
Ji-Paraná já chegou a passar mais de 100 dias sem registrar novos homicídios consumados, resultado que coloca o município entre os destaques regionais nos índices de segurança pública.
Vídeo abaixo:
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Por Rondoniatual




