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Média de óbitos no trecho Porto Velho-Vilhena nos meses de 2024 foi de três mortes por semana

A BR 364, principal rodovia federal de Rondônia enlutou mais famílias nas últimas semanas. Nos últimos 15 dias dois acidentes com ambulâncias provocaram óbitos, inclusive de pacientes, que estavam sendo transportados de volta, já com alta, após passar por tratamento em Porto Velho.

A situação da rodovia é crítica e os problemas ampliam com o fim do Inverno Amazônico (chuvas durante meses) neste mês de maio. Em vários trechos os buracos dificultam um tráfego seguro, mais na ligação Presidente Médici-Cacoal devido as chuvas e falta de manutenção adequada.

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Durante os períodos de safras de grãos (soja, milho e café), o tráfego no chamado “Corredor da Morte”, Porto Velho a Vilhena é de 2,5 mil carretas, caminhões e treminhões/dia. O alicerce é da década de 60/70 e não tem condições de suportar o volume de tráfego e peso das cargas, hoje com veículos transportando mais de 50 toneladas.

Também há que se considerar o tráfego de veículos de passeio, que é grande.

Recentemente o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte-DNIT realizou licitação para privatizar o trecho Porto Velho Vilhena, que teve um consórcio vencedor, mas com a condição de instalar sete postos de pedágios, antes mesmo do início das obras de recuperação e adequação da rodovia.

Outro problema no processo licitatório é a duplicação de pouco mais de 100km dos cerca de 700km da ligação de Porto Velho com Vilhena, na divisa com o Mato Grosso. Em aclives serão construídas terceiras pistas, que amenizam a situação, mas não resolvem.

Na ligação de Porto Velho a Candeias do Jamari, com cerca de 20km, único trecho duplicado da 364, uma das pontes sobre o Rio Candeias, foi interditada devido a problemas de infraestrutura esta semana e, mesmo com fiscalização e orientação da Policia Rodoviária Federal (PRF) sobre a interdição de uma das pontes, ocorreu acidente, com uma carreta entrando na traseira de outra, que estava estacionada aguardando a sinalização do “pare-siga”, na ponte. O motorista não conseguiu parar e morreu preso nas ferragens.

O projeto para a 364 carece de um amplo estudo de duplicação, porque a rodovia absorve quase a totalidade das safras de grãos de Rondônia e de parte do Mato Grosso, que são exportadas via porto graneleiro de Porto Velho, pelo Rio Madeira.

O trecho precisa de Duplicação-Já e, para isso, depende do apoio dos senadores e deputados da Bancada Federal de Rondônia, que só tomou partido da situação, somente após a licitação consolidada.

A média de mortes em 2024 no trecho foi de três óbitos por semana, situação que se mantém este ano.

 

Por Waldir Costa / Rondônia Dinâmica

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