Um vídeo que circula nas redes sociais tem provocado forte repercussão ao mostrar uma mulher relatando a pressão sofrida por parte do marido para manter relações sexuais apenas oito dias após o parto do filho do casal. Nas imagens, ela aparece visivelmente abalada, chorando, e explica que ainda está em período de resguardo, seguindo orientação médica que contraindica a atividade sexual nesse momento.
Durante a gravação, o homem insiste na exigência e chega a afirmar que, caso a mulher não “quebre o resguardo”, irá procurar outras parceiras. A fala ocorre mesmo diante da condição física e emocional delicada do pós-parto, fase que exige atenção especial à saúde da mulher e ao vínculo com o recém-nascido.
A cena rapidamente se espalhou pela internet, acumulando milhões de visualizações e comentários. A maioria das manifestações foi de solidariedade à mulher, com internautas destacando a importância de dar visibilidade a situações frequentemente silenciadas ou normalizadas dentro dos relacionamentos.
“Só quem já passou por isso sabe o quanto é difícil”, comentou uma usuária. Outra destacou: “O puerpério é um turbilhão de emoções. O que uma mulher precisa nesse momento é apoio, carinho e compreensão. Essa cena é revoltante”.
O período de resguardo, conhecido cientificamente como puerpério, dura em média 40 dias e corresponde à fase em que o corpo feminino passa por cicatrização e reajustes hormonais após o parto. A retomada precoce da vida sexual pode trazer riscos, como infecções, sangramentos e complicações ginecológicas.
Especialistas alertam que a conduta do marido ultrapassa a insatisfação pessoal e pode ser caracterizada como violência psicológica, além de representar desrespeito à saúde e à autonomia da mulher. A exposição do caso reacendeu o debate sobre direitos das mulheres no pós-parto e a necessidade de conscientização sobre o puerpério como um período que exige cuidado, empatia e responsabilidade compartilhada.
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