26 de julho de 2026 | Email: [email protected] | Telefone: (69)992845099 | Local: Rondônia



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Deputada Cláudia de Jesus: presidente da Comissão de Agropecuária discute logística dos caminhões com Aprosoja e governo

A deputada reuniu representantes dos produtores, caminheiros, setor privado e governo para mediar o problema.

O congestionamento e segregação de cargas agrícolas em Rondônia gerou preocupação da deputada estadual Cláudia de Jesus (PT), que é presidente da Comissão de Agropecuária e Política Rural da Assembleia Legislativa. Jornais de todo o país e internacionais compartilharam fotos e vídeos onde mostram mais de 1.2 mil caminhões estacionados com carregamentos no posto de combustíveis Miriam na cidade de Candeias do Jamari, distante 25 quilômetros de Porto Velho.

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Para tentar mediar o problema, a parlamentar manteve reuniões com Associação Brasileira dos Produtores de Soja de Rondônia (Aprosoja) a presidência da Sociedade de Portos e Hidrovias (SOPH) vinculado ao governo e diretores da empresa Hermasa Navegação da Amazônia S.A (Grupo Amaggi). O gabinete parlamentar também esteve reunido com Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

A deputada visitou o local onde ficam os caminhoneiros e esteve no Porto. “Essa é uma situação que muito nos preocupa. Essas cargas paradas representam impacto muito grande na economia, no emprego e renda de muita gente. Então, estamos buscando alternativas e dialogando com todos os setores envolvidos para buscar uma solução, inclusive com mais investimentos, já que temos uma expansão da produção agrícola e maior escoamento por nosso estado”, comentou a deputada.

Entenda o caso

A safra recorde de grãos de 2024 e deste ano, somada ao atraso na colheita e à crise hídrica, causaram congestionamento no escoamento da produção agrícola que sai de Porto Velho para outros estados e países. Caminhoneiros relataram espera de até três dias para descarregar nos terminais portuários. Os prejuízos são inúmeros: empresas pagam diárias pelas cargas paradas que chegam até R$ 800 e motoristas ficam parados em locais sem estrutura adequada, quando poderia estar fazendo mais transportes.

A Sociedade de Portos do Governo de Rondônia diz que tem capacidade para embarcar 10 mil toneladas por dia, mas a demanda ultrapassa esse limite. Em janeiro, o Porto movimentou cerca de 81 mil toneladas de soja, número que mais do que dobrou em fevereiro. Com a previsão de aumento na produção em Rondônia e Mato Grosso, o Porto busca investimentos para ampliar as operações.

Francisco Costa – Jornalista – Assessoria parlamentar –

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