22 de outubro de 2026 | Email: [email protected] | Telefone: (69)992845099 | Local: Rondônia



Logo Lamar

22 de outubro de 2026 | Email: [email protected] | Telefone: (69)992845099 | Local: Rondônia

Conheça o ex-dono de restaurante em Ariquemes que deixou tudo para lutar na guerra da Ucrânia

Durante seis anos, Antônio Piancó comandou um restaurante de comida japonesa em Ariquemes (RO). Hoje, o rondoniense usa drones e participa dos combates na guerra da Ucrânia. Conhecido pelo codinome “Delta”, ele deixou a vida de empresário no Brasil para se voluntariar na linha de frente contra a invasão russa.

Em entrevista ao g1, Antônio afirma que a decisão não teve motivação financeira. Pelo contrário: ele contou que gastou mais de R$ 3,5 mil do próprio bolso para comprar equipamentos e conseguir se alistar.

- Advertisement -

“Não estou aqui por dinheiro. Sinto que estou lutando pelo lado certo. Minha intenção não é matar pessoas, mas sim ajudar os ucranianos a defenderem sua liberdade e sua soberania”, explica.

Antônio é um voluntário civil e nunca serviu ao Exército Brasileiro. Antes de ir para a guerra, ele tinha experiência apenas como atirador esportivo e piloto de drones. Hoje, usa esse conhecimento para operar drones nas frentes de combate.

Da cozinha para a linha de frente
Nas redes sociais, Antônio compartilha parte da rotina no front. Em fotos e vídeos, aparece usando uniforme camuflado, capacete, óculos de proteção e com um fuzil nas mãos.

Apesar da distância de casa e dos riscos da guerra, Antônio conta que recebe apoio da família. Segundo ele, a mãe, o irmão, a cunhada e os sobrinhos ficaram assustados quando souberam da decisão, mas hoje o incentivam.

“No começo ficaram assustados e com um pouco de medo, mas sempre me mandam palavras de incentivo”, contou.

Por questões de segurança e para evitar ataques russos, a localização exata do batalhão onde Antônio atua é mantida em sigilo. Ele afirma que está tranquilo, não se arrepende da escolha e deixa um recado para quem pensa em seguir o mesmo caminho.

“Só venha se você tiver no coração a vontade real de ajudar. Se for por dinheiro, nem tente”, disse.

Mesmo vivendo diariamente a realidade da guerra, o ex-empresário já faz planos para quando o conflito terminar.

“Eu amo o Brasil e vou voltar, se Deus quiser. Meu plano é abrir outro restaurante de sushi, só que dessa vez em João Pessoa, na Paraíba”.

Protestos e anexações: como tudo começou

As animosidades entre Kiev e Moscou começaram no início de 2014, porém, anos antes do conflito aberto. Em fevereiro daquele ano, uma série de manifestações populares na praça Maidan, o centro do poder político do país, colocou fim ao governo do presidente ucraniano Viktor Yanukovitch, um aliado de primeira hora do Kremlin.

Em resposta, Moscou passou a apoiar movimentos separatistas em regiões de maioria russa. Em março de 2014, a península da Crimeia e sua principal cidade, Sebastopol, assinaram uma “declaração unilateral de independência”, seguida de um referendo que aprovou a anexação do território à Rússia. Nenhum dos dois instrumentos foi reconhecido como legítimo pela Ucrânia ou pela comunidade internacional.

Na região do Donbass, no extremo leste do país, a Rússia armou e financiou milícias pró-Moscou que lutaram contra Kiev, deixando as províncias de Donetsk e Luhansk efetivamente sob controle russo desde então.

Segundo a ONU, ao menos 15.172 civis ucranianos morreram nos quatro anos de conflito, com um número total potencialmente maior. Volodymyr Zelensky disse em fevereiro de 2026 que 55 mil de seus soldados morreram, mas os cálculos do CSIS estimam uma cifra muito maior, de até 140 mil baixas.

Já do lado russo, Moscou tem sido reticente em fornecer números oficiais. A BBC coloca o número de baixas militares russas em pelo menos 160 mil. Já o “think tank” americano calcula os mortos na casa de 325 mil de fevereiro de 2022 até dezembro de 2025.

O CSIS calcula que, entre mortos e feridos civis e militares, a soma de baixas totais da guerra pode chegar em 1,8 milhão ou até 2 milhões até o fim de março — uma perda irreparável que contrasta com avanços e recuos milimétricos no front.

Fonte: G1

Mais notícias sobre cidades de Rondônia






Ji-Paraná capacita médicos das UBS para ampliar o atendimento às mulheres na menopausa

A Prefeitura de Ji-Paraná, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), promove uma capacitação para médicos das Unidades Básicas de Saúde (UBS) sobre...

Pedro Fernandes defende regularização fundiária e segurança jurídica ao produtor rural de Rondônia

O deputado estadual Pedro Fernandes (PRD) apontou a regularização fundiária como uma das prioridades de seu segundo mandato. Em pronunciamento na Assembleia Legislativa de...

Alex Redano destina R$ 250 mil para realização de rodeio em Ariquemes

O deputado estadual Alex Redano (Republicanos) destinou R$ 250 mil para apoiar a realização do 4º Rodeio Rural da Cia Oklahoma, em Ariquemes. O...
Pular para a barra de ferramentas