Mais um caso de extrema violência contra uma mulher foi registrado no país, desta vez em Várzea Grande, no Mato Grosso. A vítima, identificada como Josivany Borges de Amorim Rodrigues, de 45 anos, foi encontrada parcialmente carbonizada em um terreno baldio após equipes do Corpo de Bombeiros serem acionadas para combater um incêndio em uma área de vegetação. O crime chocou pela brutalidade e, dias depois, a Polícia Civil prendeu um suspeito que confessou o assassinato e revelou detalhes que impressionaram até mesmo os investigadores.
Durante o trabalho de rescaldo, os militares localizaram o cadáver em meio ao terreno. Inicialmente, a vítima não portava documentos, o que dificultou sua identificação. A partir daí, a Polícia Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) iniciaram uma força-tarefa para esclarecer o caso e identificar o responsável pelo crime.
As investigações levaram até Gabryel Junio de Almeida Dirceu, de 20 anos, preso na última segunda-feira (8), uma semana após o assassinato. Imagens de câmeras de segurança foram fundamentais para a localização do suspeito. Em uma delas, ele aparece empurrando a vítima em direção a uma área isolada durante a madrugada. Em outro registro, surge caminhando pela rua carregando um galão de combustível.
Após ser detido e encaminhado à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Gabryel confessou o crime e revelou detalhes que chocaram até mesmo os investigadores.
Segundo a delegada Jéssica Assis, o suspeito afirmou que havia combinado com Josivany manter relações sexuais em troca de dinheiro e drogas. No entanto, conforme o relato dele, a vítima teria desistido do suposto acordo, dando início a uma discussão que evoluiu para agressões físicas.
De acordo com a investigação, Josivany entrou em luta corporal com Gabryel. Em seguida, ele teria desferido golpes de faca contra a vítima e utilizado pedaços de uma pia de pedra para agredi-la. O objeto foi encontrado ao lado do corpo durante os trabalhos periciais.
A Polícia Civil informou ainda que, após as agressões, o suspeito teria abusado sexualmente da vítima. Depois disso, deixou o local, pediu dinheiro na rua e comprou um litro de gasolina.
Conforme o depoimento prestado por Gabryel, ele retornou ao terreno onde Josivany estava caída e ateou fogo nela. A polícia trabalha com a hipótese de que a vítima ainda estivesse viva no momento em que as chamas foram iniciadas.
As investigações também apontaram que Josivany teria sido ameaçada pelo suspeito dias antes do crime. Testemunhas relataram que ela havia sido vista pela última vez no sábado anterior ao assassinato e que estava separada do ex-marido havia cerca de um ano.
Gabryel permanece preso e à disposição da Justiça. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil do Mato Grosso, que busca esclarecer todas as circunstâncias do crime.
Jornal Rondônia




